27 Junho, 2011

20 Junho, 2011

Mantras: Gayatri e Om Asatoma












Om Bhur Bhuvah Svaha
Tat Savitur Varenyam
Bhargo Devasya Dhimahi
Dhiyo Yo Nah Prachodayat





Om Asatoma Sad Gamaya
Tamasoma Djortir Gamaya
Mritorma Amri Tam Gamaya




Invernando: ventos antárticos



Invernando: Por aqui o frio está chegando! Delicioso. Vigoroso!







19 Junho, 2011

Solstício de Inverno 2011: muitas emoções (aquáticas) - Sol, Lua e Ascendente em signos de água.




Estamos entrando no signo de câncer...
E com ele, novas energias se colocam...
O outono, o lindo, se vai...
O inverno, o gostoso... chega!



"Nosso solstício de inverno, aqui no hemisfério Sul,
acontece no dia 21/06/2011, terça-feira...
Sol entrando em Câncer, a 0 grau, e Lua a 10 graus
de Peixes, com Ascendente em 8 graus de Escorpião
e Meio do Céu em 25 graus de Câncer.

Para os próximos 3 meses, até a entrada da Primavera,
a tendência é de questionarmos valores e sentimentos.
Sentimentos e emoções contraditórios fazem com que
desperdicemos energias em direções opostas, e atrasam
a conquista dos objetivos, que também não estão muito
claros.

A tendência aqui é sentir com a cabeça e pensar com
a emoção. Teremos que lidar bem com isso, e
conseguiremos, se usarmos uma boa disciplina e
organização diariamente.

Estaremos super, hiper receptivos ao ambiente
e às pessoas, e com dificuldade de pensar
objetivamente, pois a razão está misturada
com a emoção".


Mais em:
Vera Lucia Ciências Ocultas: Solstício de inverno
em 21/06/11, hemisfério Sul



Linda semana e
lindo solstício
para (nós) todos!

Um abraço!




09 Junho, 2011



A voz do silêncio
Martha Medeiros


"Pior do que uma voz que cala, é um silêncio que fala!"
Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações 
em que o silêncio me disse verdades terríveis 
pois, você sabe, o silêncio não é dado a amenidades. 
Um telefone mudo. 
Um e-mail que não chega. 
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. 
Silêncios que falam sobre desinteresse, 
esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude, depois 

de uma discussão. 


O perdão não vem, nem um beijo, 
nem uma gargalhada para acabar 
com o clima de tensão. 
Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim. 


É mil vezes preferível uma voz que diga coisas 
que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras 
que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, 

expõem suas queixas, jogam limpo. 
Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. 


Quando nada é dito, nada fica combinado. 
 Quantas vezes, numa discussão histérica, 
ouvimos um dos dois gritar: "Diz alguma coisa, 
mas não fica aí parado me olhando!" 
É o silêncio de um mandando más notícias 
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações em que o silêncio 
é bem-vindo. Para um cara que trabalha com 
uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. 
Para a professora de uma creche, 
o silêncio é um presente. 
Para os seguranças de um show de rock, 
o silêncio é um sonho. 
Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, 
o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba é aquele que fala. 
E fala alto. 
É quando ninguém bate à nossa porta, 
não há recados na secretária eletrônica 
e mesmo assim você entende a mensagem.


Postagens relacionadas
nesse blog:


http://psicologiaevidalivres.blogspot.com/2010/12/prece-de-clarice-lispector-ou-sobre.html#links


http://psicologiaevidalivres.blogspot.com/2010/12/silencio-mais-um-pouco-sobre-o.html



06 Junho, 2011

Ecologia da idéias danosas: Jardim de afetos e Permanecem as flores




JARDIM DE AFETOS

Com tuas mãos, podes cultivar o teu jardim de afetos.
Sê generoso em tua casa...
Cuida de tuas flores, não permitindo que a erva daninha se
alastre em teu canteiro de amor.
Afasta para longe o ciúme e o desrespeito.
Não anule flor alguma em seu perfume...
Deixa florirem à tua volta aqueles que são teus.
Incentiva-os.
Ama-os.
Que tuas mãos não lhes despetalem os sonhos...
As mãos do jardineiro devem ser tão delicadas
quanto as flores que acariciam.

Irmão José

(De “Ao alcance das mãos”,
de Carlos A. Baccelli)








"Permanecem as flores"
Andréa Maia


Amor em calma 
noite escura,
sob tantas luas, 
sobre fortes 
marés insistentes,
amor plantado 
da semente 
mais pura,
sob fértil terra, 
sob tempestades 
resistentes.

Amor de repente, 
imprevisível,
de alma aberta 
e transparente,
amor de dois, 
indivisível,
de corpo, 
de mente.

Amor de algumas 
dores,
de lágrimas 
misturadas 
a vinhos, 
amor de tantos 
sabores,
de flores livres 
de espinhos.

Amor de tantos 
momentos,
que vence 
os dissabores,
amor que não se perde 
nos ventos.
Com eles vão-se 
os espinhos 
deixando limpas 
nossas flores.







"Existe uma ecologia das idéias danosas, assim
como existe uma ecologia das ervas daninhas".

Gregory Bateson, citado por Felix Guattari em
"As Tres Ecologias".

03 Junho, 2011

Clarice Lispector: "Continuo sempre me inaugurando..."







Continuo sempre
me inaugurando,
abrindo e fechando
círculos de vida,
jogando-os de lado,
murchos,
cheios de passado.
Por que tão
independentes,
por que não se fundem
num só bloco, servindo-me
de lastro?
É que eram demasiado
integrais.
Momentos tão intensos,
vermelhos,
condensados neles mesmos
que não precisavam
de passado
nem de futuro para existir.

Clarice Lispector


















02 Junho, 2011

Salman Rushdie (fragmentos de Os filhos da meia-noite)

















"... Para dizer a verdade, quando o relógio batia meia-noite. 
Os ponteiros se juntaram, numa saudação respeitosa, no 
instante em que nasci."


"A maior parte do que acontece em nossa vida acontece 
em nossa ausência: mas é como se eu tivesse descoberto, 
em algum lugar, o truque pelo qual preencho as lacunas do 
meu conhecimento, de modo que está tudo na minha cabeça, 
até o último detalhe, até a maneira como a névoa parecia
atravessar o ar da manhãzinha... ... tudo, e não somente 
as poucas pistas com que a gente se depara quando, por exemplo, 
abre um velho baú de lata que deveria ter permanecido coberto 
de teias de aranha e fechado." 


" ... pois havia ficado claro que não choveria. A terra estava 
rachando. A poeira devorava a beira das estradas, e em certos 
dias inúmeras fissuras escancaravam-se no meio de cruzamentos...
... um sikh da loja de concertos de bicicletas tivera o turbante 
arrancado da cabeça no calor de uma tarde, quando seus cabelos, 
sem motivo algum, haviam ficado em pé de repente".


(Salman Rushdie, em Os filhos da meia-noite")

(Sikh é um termo que designa os seguidores de Baba Nanak, o primeiro 
guru dessa nova religião (Sikh),- por ele inventada - que se opunha 
ao islamismo e ao hinduísmo e buscou, numa estranhíssima junção, 
aliar fragmentos de ambas as religiões.
Um dos preceitos, por assim dizer, externos, dos homens sikhs é o uso 
de turbantes para proteger e guardar os cabelos que nunca devem 
ser cortados).




"Agora, curvado sobre papéis em minha poça de luz,
não quero mais ser outra coisa senão o que sou.
Quem, o que eu sou? Minha resposta: sou a soma
total de tudo que aconteceu antes de mim, de tudo
quanto fui, vi, fiz, de tudo que me foi feito.
Sou todo-mundo e tudo cuja inserção-no-mundo
afetou e foi afetada pela minha. Sou qualquer coisa
que acontecer depois que eu for e que não teria
acontecido se eu não tivesse vindo.
Tampouco sou particularmente excepcional nesse
aspecto: cada "eu", cada um dos agora mais de
seiscentos milhões de nós, contém uma multidão
semelhante.
Repito pela última vez: para me compreenderem,
terão de engolir um mundo".



"... mas talvez tudo isso fosse ilusão, nascida de
minha tentativa de prendê-lo nos fios de minha
história, através de um exercício de força de vontade.
Houve ilusões em minha vida; não pensem que não
tenho consciência disso. Estamos chegando,
entretanto, a uma época em que as ilusões ficaram
para trás; como não há alternativa, tenho que
finalmente registrar , no preto e no brando, o clímax
que venho evitando... Fragmentos de memória: não é
assim que um clímax deve ser escrito. Um clímax deveria
ondular em direção ao seu pico himalaico; mas o que me
sobra são fragmentos, e sou obrigado a espinotear na
direção de minha crise como um fantoche de cordões
partidos. Não foi assim que planejei; mas talvez a
história que se termina nunca seja a que se começou."


(Salman Rushdie, em Os filhos da meia-noite")



"As Ilusões da Desilusão".
(expressão usada por Edgar Morin)




Oingo Boingo -Dead Man's Party:


I'm all dressed up with nowhere to go
Walkin' with a dead man over my shoulder (2x)

Waiting for an invitation to arrive
Goin' to a party where no one's still alive (2x)

(Chorus)
I was struck by lightning
Walkin' down the street
I was hit by something last night in my sleep
It's a dead man's party
Who could ask for more
Everybody's comin', leave your body at the door
Leave your body and soul at the door

Don't run away it's only me

All dressed up with nowhere to go
Walkin' with a dead man
Waitin' for an invitation to arrive
With a dead man ... Dead Man

Got my best suit and my tie
Shiny silver dollar on either eye
I hear the chauffeur comin' to my door
He Says there's room for maybe just one more

(Chorus)

Don't run away it's only me
Don't be afraid of what you can't see
Don't run away it's only me

Jon and Vangelis: Beside ... and more "poesias e poemas"




Toda a espera é delicada
Porém, aguarda-me.

Toda a conquista é fascinante
Porém, descubra-me.

Toda a busca é incessante
Porém, encontre-me.

Somos sementes em espera
Porém, sem a certeza do encontro.

É tão estranho te querer de longe,
Tão arrebatador o que leio em teu olhar.

Tão sutil e desesperador esse tremor dentro do peito,
Tão estranha essa forma anônima de amar.


Contraponto!

Não!
Por favor
Não ria
Não se mova
Não vire
Não estrague
Este momento!

Você
É o poema
Que estou
Lendo!

João Fernandes
Lucho Melgrejo







Surreal

Fazer poesia
é como enfiar agulha
no vento
abotoar a chuva
procurar mel no fundo
do mar
pescar abelhas nos rios
de água doce
enviar suspiros às luas
de Vênus
fazer poesia
é namorar as intimidades
do delírio
Carlos Alberto Pessoa Rosa





Beside
Jon And Vangelis

I have seen the compass turning
Round and round my heart
The senses are yearning
For a possible change of heart
That is coming to you
Coming to you.
You stand upright, you are different
Why the spinal shock the fusion the evil
Spill it out on the floor of belief
Come and mend this design
Come and mend this design
With every right we do.

I have seen the sun, this sounds crazy
The story about a boy in the rain
He was standing waiting for for the light
As though he did have a reason to know
Did he really know?
His eyes were open they expected someone
In his heart he felt the compass was turned on

I will echo, ho for reasons that change me
Every thought, though it takes son long,
Is mastered with every plan

It would seem there is no end
To the bad or goodness in man
So my friend it seems the weariest night
Just leads to a heavenly dawn
Should we see so much
In every time we sigh

Even this we could call music
As that would match my body connection
Let me take your hand, I will be beside you beside

He took so much a lot of my mind
I can't help believe all though is sublime
It this fate
I see it again and again
Yes, am I taught to love above every reason
Every one every season
The compass will turn
And turn again
Turn again
And turn again.