09 junho, 2008

A imagem e a palavra...


Uma imagem vale por mil palavras. Equivoco midiático.

Mentira repetida, que, por ser repetida, pensa-se,
deverá tornar-se verdade.

A palavra é insubstituível.

Palavra e imagem. Ambas são formas de expressão e, como tal, têm suas razões de ser... e suas lógicas próprias.

A palavra é insubstituível?

Não.

Quantas coisas são ditas, verdadeiros discursos, com... um olhar, um gesto, um.. simbolo! Uma imagem!

Assim... nada é substituível... até mesmo o silêncio!


Qual é o discurso de um perfume?

Como se dá a fala de um amante?
Qual o corpo de expressão do desejo?


Como criar corpos de expressão que digam, discursem, comuniquem,
falem, mostrem aquilo que as teias instituidas da comunicação "maior" aprisonam? Como inventar redes de movimento instituínte? No orkut?

Silêncio.
Um silêncio comunicante...


06 junho, 2008





Quanto tempo dura um instante?
O que é eternidade?
Há eternidade num instante!
Há instantes eternos!
Qual é A DURAÇÃO do instante, dos instantes?

Presente esticado, futuro inalcançado?

Futuro do pretérito. Futuro do presente. Pretérito mais que perfeito.
Presente!!!
Espaços-tempos!

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Essas são questões que os iniciados nas tonalidades do azul conhecem!!!

Tempos tornados espaços!
E...
Espaços tornados tempos!

Que lindo: do azul perolado e calipso do amanhecer... até o azul céu egípcio da noite!


Do Livro "O Profeta" Gibran Kahlil Gibran


Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."

E ele falou:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.


Poema ao Deus do Silêncio, por Rabindranath Tagore




Poema ao Deus do Silêncio - Rabindranath Tagore


~ Se não Falas ~

Se não falas, vou encher o meu coração
Com o teu silêncio, e aguentá-lo.
Ficarei quieto, esperando, como a noite
Em sua vigília estrelada,
Com a cabeça pacientemente inclinada.

A manhã certamente virá,
A escuridão se dissipará, e a tua voz
Se derramará em torrentes douradas por todo o céu.

Então as tuas palavras voarão
Em canções de cada ninho dos meus pássaros,
E as tuas melodias brotarão
Em flores por todos os recantos da minha floresta.


Colóquios by myself




Há uma frase que li num romance há mais de ___ anos -rsrsrs- que dizia assim:

-Não ouse dizer nada sobre mim, sem que eu lhe tenha dito antes.

O que isso quer dizer?
Sei lá, mas na minha cabeça de adolescente e no meu, já então, questionamento acerca das afirmações peremptórias, vindas do outro, eu ia experimentando rebeldias institucionais na linguagenm e nas percepções!

Hummm, vai ver que foi por isso que me marcou e... veio à tona!

Quando a gente lê e escreve... e se encontra - ou desencontra no encontro - a gente quase nunca sabe o que vai lembrar...
Somos afetados por esses acontecimentos...

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E... as suposições que fazemos sobre o outro, as hipóteses que criamos?
Nossa intuição e sentimentos... onde entram... nessas afirmações?

Quer dizer que não podemos afirmar nada?
Não, claro que não!

Quer dizer que, dizendo, dizemos o que não sabemos e podemos ouvir o dizer do outro que está nos dizendo sobre o seu pensar dito.

Mas, pensar e dizer são coisas iguais?
Putz... de novo!
Claro que não.... rsrsrsss

O pensamento está para a fala assim como a cachoeira está para o pingo.

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E... quando falamos, assim como que Desprevenidos... e Elucidamos questões complexas sem que tenhamos pensado tanto? Ou mesmo, sem termos pensado a respeito?

Sim... essa é uma questão: como pode a velocidade da luz caber dentro de um átomo?

Em tais -e raras - ocasiões, enunciamos algo que é da ordem do Vazio (de pensamento - consciente) e entramos nos territórios existenciais das afecções e dos fragmentos de perceptos. Adoro isso!

Nesses momentos... a gota possui em si, a cachoeira, o rio e até mesmo... o mar!
Lindo!

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