15 junho, 2009

Amor, amores e paixões: vislumbres, aspirações e paisagens... nas artes, na vida e no coração



Para quem estiver em Porto Alegre ou nas proximidades, há a possibilidade de participar desse grupo que estou constituindo.
Trata-se de um espaço grupal de aprendizagem onde o tema - O AMOR - é o convidado especial... e estaremos conversando e compartilhando nossas vivências com ele e entre nós durante cinco meses.
O número de vagas é limitado a 12 pessoas.
Abaixo todas as informações cabíveis aqui no blog.
Mais detalhes no email fornecido.


Amor, amores e paixões: vislumbres, aspirações e paisagens... nas artes, na vida e no coração


Objetivos

• Estabelecer conexões reais, simbólicas, imaginárias, ilusórias, poéticas, virtuais, artísticas, históricas e sociais entre os sentimentos amorosos e seus atores.

• Estimular a possibilidade de construção de novos territórios existenciais nas relações amorosas.

• Instrumentalizar para a micropolítica nos relacionamentos, abrindo caminhos e possibilidades de in (ter) venção de/nos novos jeitos de ser/estar/viver/amar.


Conteúdo programático

• Amor singular

o Gramática: amor, verbo intransitivo. Quem ama, ama...

o Tipos de amor e suas características de vínculo.
o O amor entre dois inteiros.
o Da paixão à decisão.
o A vocação da mulher ao submetimento.
o Mito, sonho e realidade.

• Amor plural

o Gramática: Que regência tem esse verbo?

o Transitivo direto, indireto? Quem ama, ama alguém e/ou à alguma coisa?
o Amor líquido na sociedade líquida: O que é isso? Como?
o Medos, preconceitos e estereótipos.
o Casamento e conjugalidade.
o Violência e machismo.
o Mídia, moda e consumismo.

• Paixões

o Desejo de presença e desejo de ausência.

o Relacionamento simbiótico: amar/amor "demais" ou "de menos".
o Amores apaixonados e apaixonantes, reais e virtuais.

• Heterônimos, anônimus e homônimus

o Por uma identidade múltipla

o Eu comigo mesmo e eu com o outro: devir solteiro nas relações amorosas.
o Rompendo com o espelho e a simbiose: potência para instaurar singularidade.
o Um amor não tão demasiadamente humano e um amor não tão demasiadamente desumano: silêncio e contemplação... Uma nova suavidade à vista.

• Devires sociais no homem e na mulher nas relações amorosas

o Cinema, poesia, literatura, poema: o amor, os amores e as paixões nas artes.


Operacionalização


Trabalho grupal que acontecerá mediante a discussão de textos, poesias, filmes, partilha de experiências e auto-análise.


Cronograma

• Terças-feiras, das 18.30 às 20.30. (O início será combinado entre os participantes)

• De 07 de julho a 17 de novembro de 2009. (20 encontros)

Local

Porto Alegre


Investimento

Cinco parcelas de R$ 130,00 (cento e trinta reais).


Coordenação

Psicólogo César Ricardo Koefender – CRP 07/03744


Informações e inscrições

cerikky@gmail.com


14 junho, 2009

Tabuleiro, por Jardel Estevão... poemas no ônibus Porto Alegre





Tabuleiro

Saibam que o homem é nato aventureiro
Que não inspira qualquer confiança.
A mulher tenta dar um cativeiro
Querendo em um companheiro aliança!

E essas mulheres são mares inteiros
Que dão a paz, tempestade e bonança.
O homem, pensando ser um marinheiro,
Tem muito medo e é mesmo uma criança!

A vida avança neste tabuleiro:
No seio dela, falsa segurança;
Perseverança, nele, sem receio.

Poucos percebem grande semelhança:
Temos só uma asa e pra ser mais ligeiro
Voar junto é nossa única esperança.

Jardel Estevão


Dualidade, por Jorge Reigada





Dualidade

Somos quem somos?
Esta dualidade que me permeia confunde.
Difunde, margeia, semeia caos, candeia
Sem luz, não conduz, contunde, mareia.

Fomos quem somos?
Tempo, areia me enterra ou aterra,
me apoia ou me prende,
me tolhe ou distende,
me cala ou me berra.

Calor e frio, vazio, completo
carente, repleto, sonhador, concreto.
Dualidade, maldade, fiel sem balança,
andança, estaguinação, mansidão, pujança.

Metade de mim arde, a outra congela.
Metade de mim é vida, a outra mazela.
Metade de mim irrompe, a outra afunda.
Metade de mim é glória, a outra imunda.

Seremos quem fomos?
Somos quem somos?
Dualidade, perversidade ou caridade?
Torvelinho, remanso, ação ou descanso.

Não sei! Se alguém sabe me conte.
Mas conte de manso.

Jorge Reigada


13 junho, 2009

A ABELHA E A FLOR - Khalil Gibran






A ABELHA E A FLOR


Ide pois aos vossos campos e pomares,
e lá aprendereis que o prazer da abelha
é de sugar o mel da flor,
mas que o prazer da flor
é de entregar o mel à abelha.

Pois, para a abelha,
uma flor é uma fonte de vida.
E para a flor
uma abelha é mensageira do amor.

E para ambas,
a abelha e a flor,
dar e receber o prazer
é uma necessidade e um êxtase.


Khalil Gibran


O Nó Górdio... Brecht



O Nó Górdio.

Quando o homem da Macedônia
com sua espada
cortou o nó, chamaram-no
naquela noite em
Gordium, "um escravo da sua fama"
pois o nó era uma das raras maravilhas do mundo
obra-prima de um homem cujo cérebro
( o mais intrincado do mundo!) não pudera
deixar outro testemunho senão
vinte cordões, emaranhados de modo
a serem um dia desatados pela mais hábil
mão do mundo!
A mais hábil depois daquela
que havia atado o nó.
Ah, o homem
cuja mão o atou
planejava desatá-lo, porém
o seu tempo de vida, infelizmente
foi bastante apenas para atar.

...

Um segundo bastou
para cortá-lo.
Daquele que o cortou
muitos disseram que
esse fora o seu golpe mais feliz
o mais razoável, o menos nocivo.
Aquele desconhecido não era obrigado
a responder com seu nome
por sua obra, que era semelhante
a tudo que é divino.
Mas o imbecil que a destruiu
precisou, como que por ordem superior
proclamar seu nome e mostrar-se a um continente.
Se assim falaram em Gordium, eu digo:
nem tudo é difícil de se fazer é útil, e
é mais raro que baste uma resposta
para eliminar uma questão do mundo
que um ato.


Bertolt Brecht.