19 março, 2010

Orkut: perfil excluído, relação deletada! (?)




Dentre "As coisas da vida e a Vida das Coisas" está a perda.
Mais especificamente... está a "Vida das Coisas."
Vida que se transforma em morte. Fim
Recentemente me deparei, não pela primeira vez, 
com a perda de uma pessoa nas ditas "relações virtuais", 
que eu costumo e prefiro chamar de virtuais-reais:



Essa pessoa, muito querida por mim e para mim, resolveu excluir 
seu perfil no orkut, ainda que me avisando antes de fazê-lo, 
deixou algumas indigestas indagações:



É possível manter um relacionamento virtual-real sem a presença 
da presença num site de rede social como o orkut?
O que desse relacionamento era mesmo virtual-real e o que era só virtual?
A rigor, existe mesmo essa diferença entre essas palavras?



Tudo o que tivemos juntos, durante um longo e intenso tempo... foi real.
Tudo o que se passou com a exclusão do perfil... virou pó. Tornou-se virtual.
Que espanto.



O indizível e imprevisível se mostram mais uma vez: "Coisas da Vida"!

.........................

Fiz esse post no orkut e encaminhei para "nossos amigos em comum":




(Nome omitido) deletou seu perfil no orkut

Muitos carinhos, imagens, palavras...
Muitos afagos, questionamentos...
Muitas poesias, poemas e belezas...
Edições caprichadas que falavam de amor...
Que falavam de amizade e das coisas da vida.

Uma companhia agradável, inteligente, humorada e muito presente
(Acrescentado aqui e agora)

Tudo desintegrado. Sumido.

Uma espécie de morte. Perda.

Estou triste e frustrado.

Que ela não se arrependa dessa decisão.
Luz e Paz para ela. Sempre.






11 comentários:

Ana Lia disse...

Cesar, ha pessoas no orkut com as quais sempre encontramos.
Há outras, que esperamos.. Permanecemos pacientemente que surjam naquele espaço com suas alegrias, tristeza, questionamentos, belezas e... porque não conflitos?
Ah. querido, esses nos fazem crescer tanto!!
E quando essas pessoas especiais se vão, o nosso orkut fica enlutado, azedado, escurecido e ate mais "emburrecido"..
Elas são virtuais, reais (sem o "-") pq despertam emoção verdadeiras a cada mensagem recebida.. CORRESPONDIDA !!

Cerikky.. Cesar Ricardo Koefender disse...

Sim Ana!
Eu levo as relações virtuais-reais muito a sério.

Numa analogia espacial, direi que as pessoas de lá são tão como as de cá: importantes em todos os sentidos... as que escolho, claro.

Quando essa escolha é mútua, como no caso da pessoa que excluiu o perfil, uma amizade que temos em comum, você e eu, realmente fica uma grande sensação de perda.

Concordo inteiramente com você: mensagem recebida e CORRESPONDIDA!

Sim, crescemos com os conflitos na web também... Eu e você somos exemplos disso, não é minha querida?

Começamos "brigando" (aqui com aspas, já que foi uma quase-briga...) e, no ato mesmo de fazermos nossas discussões e ponderações... ambos fomos bastante flexíveis, diretos e conseguimos acolher as necessidades um do outro: o respeito que se tornou amizade instantaneamente.

Um beijo pra você.

Amália Catarina disse...

POis é, também me questionei
sobre o desaparecimento, ainda que virtual de alguém que parecia "real"...
Não deixa de ser uma "quase" morte, se é que posso dizer isto.

Temos de aprender a lidar com as "perdas" também no campo virtual. E confesso que há um vazio,que permanece. Concordo:
AS EMOÇÕES SÃO REAIS.

Cerikky.. Cesar Ricardo Koefender disse...

Nessa semana, me deparei com a expressão que alguém utilizou: suicídio virtual. Sinônimo de excluir perfil.
Fiquei chocado, pois nunca ouvira falar disso, mas acho que faz sentido.

Deletar "amigos" numa rede social faz parte da prática e do cotidiano, na medida em que as pessoas vão se conhecendo e se desconhecendo, as afinidades e a ausência delas vão ficando mais claras.

Mas, deletar o próprio perfil... me parece uma prática extrema, que pode ter muitas causas. Independente disso, a falta de contato com a pessoa, quando era diária, é como perder uma referencia de mundo-de-amigo-de-companhia: dói e é muito ruim.

Foi por isso que falei, nessa postagem de "virar poeira, pó".
Virou.

Ainda bem que as emoções e o que se passou entre as pessoas envolvidas, os amigos da pessoa que se excluiu... ficaram.
Esse me parece ainda ser um real dentro de um, agora, virtual.

Sim, Amália. Temos que lidar com as perdas virtuais, sem aspas.

Obrigado pelo seu comentário.
Volte sempre.

Kátia disse...

Esse post há quase três meses aqui, toca-me profundamente.
My special and intelligent dear, desde ontem páro de pensar nas borboletas associando-as a um livro que li de Charlotte Joko Beck: Nada Especial. Ela faz uma comparação da vida das borboletas com a nossa. A vida da borboleta começa numa lagarta que se move muito devagar sem enxergar muito longe. Em seguida, ela faz um casulo e permanece por muito tempo ali, naquele espaço escuro e silencioso. E então, após o que deve parecer uma eternidade de trevas, ela se transforma em uma borboleta.

Nós, ao contrário das borboletas, não nos transformamos de uma só vez e para sempre. Podemos retornar ao estado de lagarta e voltar ao casulo inúmeras vezes no decorrer das nossas vidas. Nossa vida não é rígida, não é uma linha reta e constante. Podemos estar voando como as borboletas num momento e, em outros, voltarmos a ser lagartas... Nesse estágio não conseguimos nos mover, não conseguimos enxergar com clareza. Por isso o casulo é necessário. Precisamos de um tempo de silêncio, de nos voltarmos para os nossos escuros, para aprendermos a enxergar melhor a claridade.

Eis por que a pessoa em questão deve ter excluído o perfil. Deve estar no escurinho do seu casulo. Haverá o momento da transformação. Esteja certo, meu muito querido Cecé, de que ela sairá como uma borboleta forte, com asas maiores e bem estendidas, para alcançar a altura perfeita em seu vôo.

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Cerikky.. Cesar Ricardo Koefender disse...

Káká. Bem vinda, depois de um pequeno jejum no blog.

Acho que a metáfora da borboleta só é fidedigna quando se refere as nossas possibilidades de voar e de estar solto... quando se consegue fluir com os ventos.

A inversão ao estado de larva e casulo não creio se aplicar a nós, os humanos.

Voltar ao casulo é um expressão que me desagrada, esteticamente falando, já que implica, a meu ver, um estado regressivo e involutivo.

Prefiro expressões como hibernar, fazer um ninho, deitar na árvore (como os leopardos)... enfim.

Entendi plenamente o sentido que você deu, mas não concordo.

Acho que esta metáfora serve bem para ilustrar fases simultâneas que podemos estar vivendo.
Larvas em algumas coisas, em maturação no casulo noutras e voando livremente em outras ainda.

A pessoa do perfil a que me referi, não sei, mas não acho que estava no casulo, já que esteve voando alto antes.
Acho que está... em hibernação, em estado de passo de tartaruga, em suspensão criogênica... kkkkk...
algo assim.
Só ela para dizer.

Anyway... se este post tocou você é porque, imagino, você esteja sensível, como eu, às idas e vindas das pessoas quando ficam confusas e atrapalhadas nas suas relações on line.

Mas, voltar ao casulo ná-ná-não.
Talvez ela se tenha deparado com uma fase da vida dela em que ela já estava no casulo e achou que podia voar, mas estava enganada.
Aí sim... quando ela resolver isso... voará lindamente.

Beijo grande pra você, minha singular cometarista.

Kátia disse...

Hahahahahahahahaha, tive que pesquisar o que é estar em suspensão criogênica'. Cruzessssssssss, coitada. Será isso?

'Hibernar' lembra meus ursos, aqueles do abraço gostoso. Hahahahaha! 'Fazer um ninho'... aiiiiiiii, que lindinho!!! Então, vamos supor isso. Massssssss, ao falar das borboletas, a citação do casulo surgiu referindo-se àqueles instantes em que precisa-se estar sozinho para a busca do que está dentro de nós. É assim, somente assim, decifra-se coisas que por vezes nos atropela. Simplesmente, momentos de reflexão, AUTO-AJUDA-SE, ora. Nada mais que as idas e vindas.

O restante, bem... o restante é esperar que ela voe lindamente e rodopie livre, leve, animada e feliz com o vento e seu movimento que causa sempre um efeito mágico.

Dois beijos, meu blogueiro mais que mais!!!
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Cerikky.. Cesar Ricardo Koefender disse...

Claro Káká. Eu entendi.
Ainda assim, prefiro a idéia da hibernação.
Quando o urso hiberna, ele está vivo e se preservando, juntando forças e se preparando para o que vier... depois.

A suspensão criogênica.
Se foi ou não, algo que tenha se imiscuido (boa essa hem?... rsrsrsrs) no orkuticidio... não sei, mas, o que sei, é que uso essa expressão para falar de algo que está... congelado, esperando derreter... voltar a respirar... algo que está em estado de ... sonambulismo frio.... esperando pelo calor.

Resumindo: é para dizer acerca das esperanças de voltar à vida.... e desse desejo.

No caso dessa postagem, apesar do incomodo e da dor que me gerou... essa pessoa, a quem me refiro, não manteve-se longe e incomunicável comigo, o que, evidentemente, não impede o questionamento e não afasta o mal-estar da saída dela do orkut.

O orkut, é, para mim, muito mais importante do que o msn. Então, como acostumar-se, assim, tão ... passivamente a esse gerenciamento (pessoal) ingerenciado (coletivamente?

Não tenho como.
Não com as pessoas que considero especiais.

Kátia disse...

Não, isso não impede mesmo todo e qualquer questionamento. Ele é fundamental para expulsar todo e qualquer mal-entendido e mal-estares. Em relações saudáveis, dúvidas não podem restar para dar espaço ao colorido de novos momentos.

Se o Blue Planet é importante pra você e você gosta... She'll come back!!!

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Cerikky.. Cesar Ricardo Koefender disse...

Paradoxo: em todas as relações saudáveis há dúvidas. Solucionáveis e resolvíveis, ou não.
Como diz Guattari... existe sempre a possibilidade de tentar...

Não creio que "she" vai voltar para o blue planet por mim e nem quero isso... Eu adoro o blue planet... apesar das mudanças que o novo orkut tá fazendo e que eu (quase) abomino.

Se "she" - tive que me rir da sua audácia (calma leoa, positiva!) - voltar... vai ser por ela própria, pelo azul do mundinho na tela (agora já pode ser de outra cor), por nós... por uma conjugação desses fatores.

Realmente espero que ela não volte por que eu gosto... ora...

Esse post tá rendendo... quisera muitos outros fossem assim.... rs

Acho que nesse blog movimentadíssimo.... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... cheio de pessoas aKanhadas... esse é o que tem mais comenários.

Beijo em você my dear.

Kátia disse...

♫ Ai, meu Deus, que saudade da Amélia... ♫

Hahahahahahahahahaha, acabei dando essa impressão, né? NADA DISSO... rs
Não aguentei a cosquinha e voltei... nesse 'post rentável'. J U R O que será o último.


Eita lelê, esse paradoxo mais parece uma redundância do que falei. A possibilidade nas tentativas, sempre que esse mostrinho aparece: uma, outra e mais outra, ora bolas.

Pra mim confiança é um sentimento forte e o alicerce mais poderoso que conheço na costrução de qualquer tipo de relação. Se não houver confiança, é melhor não relacionar. Quando a confiança se desfaz, o elo se quebra... então, bau bau!!!

kkkkkkkkkkkkkkk, audácia?!? Foi uma suposição... decorrente da premissa de que... de que... ora, ora de tantas coisas. E nadica de nada aprisionado. Sacou? Hahahahahahahahahha!!!!

Kaká, toma tenência! Esse lugar é sério.

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